Events

CURSOS E PALESTRAS
A ESCRITA LITERÁRIA E A EMANCIPAÇÃO FEMININA

A proposta deste curso é pensar junto com mulheres que escrevem ou escreveram literatura, mas também política, arte e o ofício artístico.

 

Com Virginia Woolf em “Um teto todo seu”, escrito em 1929 e ainda, impressionantemente, potente, atual e visionário, pensamos as condições de possibilidade para a escrita das mulheres. Junto com Ana Cristina Cesar pensamos se é possível viável falar em literatura feminina? Com Elena Ferrante pensamos sobre a necessidade de se criar novas vestes para as mães e com Chimamanda Ngozi Adichie pensamos o tornar-se mulher na Nigéria e o tornar-se negro na América.

Nossa proposta é pensar junto com essas mulheres sobre o nosso hoje, em como podemos pensar juntos e com elas, em novas sensibilidades e em novos modos de existência.

Primeiro encontro: Virginia Woolf : A escrita literária e a emancipação feminina 
Texto ensaístico: Um teto todo seu, Profissões para mulheres e outros artigos feministas

Segundo encontro: Ana Cristina Cesar: Literatura e mulher: essa palavra de luxo
“Correspondência incompleta” e Escritos do rio.

Terceiro encontro: Elena Ferrante: As costureiras das mães
A força das personagens femininas de Elena Ferrante: tetralogia napolitana, A filha perdida, Um amor incômodo 

Quarto encontro: Chimamanda Ngozi Adichie: Tornar-se mulher na Nigéria e tornar-se negra na América
Americanah, Hibisco Roxo, No seu pescoço 

A primeira edição foi realizada no Rio de Janeiro, em novembro/2017.

Realizaremos este curso em São Paulo, em fevereiro/2018 e em breve, novamente, no Rio de Janeiro.

A ESCRITA DE MULHERES: TEXTOS POLÍTICOS
 

Porque a urgência do tempo se impõe e é necessário pensarmos juntas e juntos em novas saídas, novos modos de resistência, para abrir novos caminhos entre as pedras.


No curso MULHERES ESCREVEM: Textos Políticos, discutimos cinco obras escritas por mulheres a partir da década de 1970, que pensam a luta política, a democracia, o capitalismo e a necessidade de criar outros modos de vida a partir do feminismo sem se limitar, no entanto, a uma “história de mulheres”, mas resgatando e restituindo à histórica luta das mulheres a potência política de embate e de resistência, mesmo em meio ao intolerável, seja em regimes totalitários, seja em ditaduras, ou seja em pleno capitalismo.

Primeiro encontro: A apropriação do corpo das mulheres em tempos sombrios e a resistência – “O Conto da Aia” de Margaret Atwood

Segundo encontro: Luta, substantivo feminino. As mulheres que lutaram contra a ditadura brasileira. Mulheres presas e torturadas que denunciaram seus algozes. Mães que jamais deixaram de procurar por seus filhos e filhas. “Mulheres que ensinavam às demais mulheres como serem tenazes, assertivas e acima de tudo, a terem a capacidade de olhar para o futuro” – “Da guerrilha à imprensa feminista a construção do feminismo pós-luta armada no Brasil” (1975-1980) de Amelinha Teles e Rosalina Santa Cruz Leite.

Terceiro encontro: E se O Capital fosse escrito por uma mulher? Pensar em como a subordinação da mulher foi um elemento essencial para a acumulação primitiva do capital para entender como, até hoje, uma das faces da exploração capitalista se expressa através do aumento da violência contra a mulher – “Calibã e a bruxa” de Silvia Federici

Quarto encontro: Para pensar o Brasil e a nossa frágil democracia nos textos reunidos na coletânea “Sobre a Violência” de Marilena Chauí. Textos externos à filosofia que, no entanto, são inegavelmente filosóficos, problematizam profundamente a violência entranhada na sociedade brasileira, as crises cíclicas pelas quais passamos e os recorrentes golpes de estado que vivemos. 

A primeira edição foi realizada no Rio de Janeiro, em janeiro/2018.

Realizaremos este curso em São Paulo, em fevereiro/2018 e, em breve, novamente, no Rio de Janeiro.

MULHERES NA MITOLOGIA- HELENA DE TRÓIA

Muito já se falou sobre Helena. Helena a deusa, a cadela, a santa – a mulher. Helena, que foi Rainha de Esparta e princesa de Tróia. Filha de Leda e do divino Zeus. Irmã de Castor e Polux. Esposa de Menelau e Páris. Meio divina, meio mortal. Helena é dúbia, dupla, múltipla. Helena é muitas. O mito de Helena é tão diverso e fascinante quanto sua fama. Sua beleza tão lendária quanto a de Afrodite. Essa mulher, personagem de mitologia ou não, que mobilizou uma guerra de proporções tão gigantescas que unificou a Grécia sob comando de um único rei e jogou os deuses Olímpicos uns contra os outros é a figura central desse curso. Nos encontros propomos pensar a lenda de Helena enquanto símbolo dos arquétipos de mulher na antiguidade, que perduraram em toda a história do Ocidente até os nossos tempos.

Primeira aula: 
Condições de possibilidades para a vida e o destino de Helena. Apresentação à guerra de Tróia. Árvore genealógica, concepção, nascimento, infância e juventude – Análise simbólica da infante Helena. 

Segunda aula: Helena - Rainha de Esparta. Casamento, prole, sacerdócio e política interna e externa. – Análise simbólica enquanto rainha de Esparta.

Terceira aula: Princesa de Tróia. O Amor de Helena e Páris. O rapto criminoso e a cadela Helena. O trajeto marinho até Tróia. A bela Tróia dourada de torres sem topos. O juramento solene. A unificação da Grécia e o resgate de Helena. – Análise simbólica enquanto princesa de Tróia antes da queda. 

Quarta aula: Helena - Cerco e queda de Tróia. Helena maligna – aniquiladora de cidades. As belas e terríveis mortes. A fúria de Menelau. O destino da beldade. – Análise simbólica durante a crise. Princesa e Rainha. Ambas e nenhuma simultaneamente. 

Primeira edição deste curso será realiza no Rio de Janeiro, em março/2017.

JARDINS DE PRAZERES: Passeio Público e Campo de Santana

Jardim de prazer” – assim estava escrito quando D. Luís de Vasconcelos, então vice-rei do Brasil, incumbiu Mestre Valentim de construir um dos primeiros jardins públicos do Brasil no século XVIII. O Rio de Janeiro, com sua natureza pródiga, até então dotado de riachos de água cristalina e vegetação abundante e colorida, não sentia a necessidade de jardins públicos. Afinal, vivia-se em meio a todo esse imenso jardim natural. Esse quadro mudou com o intenso adensamento da cidade. Logo, em 1779 iniciam-se as obras do Passeio Público com o aterro de uma poluída lagoa.

De também uma área molhada surge o Campo de Santana. O nome, emprestado da avó de Jesus, Sant’Ana, relaciona-se a uma antiga ermida erguida pela Irmandade de Santana dos Homens Pretos em 1735, nas imediações do que hoje é a Central do Brasil. Antiga área pantanosa, o local onde veio a se encontrar o jardim pouco a pouco foi aterrado e saneado. 

Desde os seus aprontamentos, o Passeio Público e o Campo de Santana vêm passando por várias modificações ao longo do tempo, alternando momentos de intensa frequência de pessoas com abandono das administrações públicas, de fechamentos com reformas e reaberturas, sem esquecer da relação instável desses lugares com a população. Aliás, essa é uma marca de várias praças e parques da cidade, há algum tempo eclipsados pela presença das praias, pelo hábito do banho de mar e pela sensação de insegurança. O prazer, contudo, não é para todos: os jardins foram moldados para o deleite de certa classe da sociedade e ainda hoje vemos ser renegados o espaço urbano às camadas populares. 

A proposta deste módulo é explorar o Passeio Público e o Campo de Santana. Embora envolvidos com eventos e períodos diversos da geografia e da história da cidade do Rio de Janeiro, esses “jardins de prazeres” se encontram no romantismo inglês capitaneado pelo engenheiro e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou. Esse estilo de paisagismo foi responsável por conferir seus aspectos que podem ser vistos nos dias atuais, como grutas artificiais, alamedas, caminhos sinuosos, lagos, arbustos, árvores frondosas, plantas ornamentais, entre outros.

“Jardins de Prazeres” é uma proposta do IPIA – Comunidade de Pensamento coordenada por Ivo Venerotti. A intenção é enfocar parques e praças do Rio de Janeiro em uma perspectiva geográfica e histórica. O curso, organizado em módulos, se utilizará de aulas-passeio nesses lugares da cidade, além de imagens, relatos, literatura e mesmo a música popular brasileira. Dessa maneira, pretendemos pensar o Rio de Janeiro em sua organização urbana. 

Quatro encontros:
11/01 19:30h - Aula 1: Passeio Público 
13/01 10:00h - Aula 2: Aula-passeio no Passeio Público.
18/01 19:30h - Aula 3: Campo de Santana
20/01 10:00h - Aula 4: Aula-passeio no Campo de Santana.