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As origens do Patriarcado - as raízes da dominação masculina

Atualizado: Set 10



:: As origens do Patriarcado - as raízes da dominação masculina ::


Pensar o patriarcado nos nossos dias pode ser uma tarefa incômoda. O termo “patriarcado”, ainda que amplamente popularizado, parece não ser plenamente compreendido, sendo genericamente associado a uma ampla gama de opressões de gênero. Para compreendê-las, assim como a outros modos de opressão (social, de povos etc.), é necessário o estudo sobre as origens do patriarcado, sua contextualização histórica e antropológica, e — fundamentalmente — o entendimento de como estão ligadas ao domínio dos corpos, à guerra, à posse de terras e ao que chamamos comumente de “propriedade privada”.


Para isso, partiremos da clássica discussão apresentada por Engels n’A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, que até hoje suscita diversos debates e divergências entre diferentes vertentes da antropologia e da filosofia política. Seguiremos o debate passando por Levi Strauss, Pierre Clastres e Marshall Sahlins, até chegarmos em Gerda Lerner, Marilyn Strathern e Marija Gimbutas.


Ainda que as teses apresentadas possam diferir quanto às premissas, abordagens ou conclusões, há uma concordância entre as(os) pesquisadoras(es) quanto à característica definidora da estrutura social patriarcal: trata-se de uma estrutura social que determina a descendência por meio da linhagem patrilinear, e na qual a organização da vida coletiva aparece como atividade predominantemente masculina.


No curso Origens do Patriarcado — as raízes da dominação masculina, estudaremos como a nossa sociedade se estrutura sobre valores patriarcais e como estes se sustentam na vida contemporânea.


:: E M E N T A ::


Aula 1] A perda da designação matrilinear - A origem da família. Estudos antropológicos de Lewis H. Morgan


Aula 2] A origem da família, propriedade privada e do Estado. Estudos de Marx e Engels a partir de Lewis H. Morgan


Aula 3] Estudos antropológicos a partir de 1960 - o problema da naturalização da família e novos estudos sobre parentesco. Estudos antropológicos de Levi Strauss e Françoise Héritier


Aula 4] O problema da ideia do desenvolvimento e do progresso. Estudos antropológicos de Marshall Sahlins e Pierre Clastres


Aula 5] As mulheres entram nos estudos Antropológicos - Apresentação geral dos estudos de Gerda Lerner, Marilyn Strathern e Marija Gimbutas


Aula 6] Uma das origens do patriarcado seria a apropriação da capacidade sexual e reprodutiva das mulheres pelos homens, antes da formação da propriedade. Tese da historiadora Gerda Lerner


Aula 7] Uma das origens do patriarcado seria a vinculação do ethos proprietário e do ethos guerreiro. Tese da arqueóloga Marija Gimbutas sobre as sociedades indo-européias


Aula 8] Continuação da análise e debates sobre a tese de Marija Gimbutas


Aula 9] Uma das origens do patriarcado seria a exclusão das mulheres da organização das cidades. Tese da antropóloga Marilyn Strathern sobre a sociedade na Melanésia


Aula 10] Continuação da análise e debates sobre a tese de Marilyn Strathern e encerramento



:: Q U A N D O ::


Às quintas, dias 24/09; 01/10; 08/10; 15/10; 22/10; 29/10; 05/11; 12/11; 19/11; 26/11.

19h às 22h.



:: O N D E ::


Plataforma online.



:: I N V E S T I M E N T O ::


Boleto ou transferência: R$ 350,00/mês (2 meses: setembro e outubro)

Cartão de crédito: R$ 730,00 (com possibilidades de parcelamento) por meio do PagSeguro

(Os valores acima correspondem a 10 semanas de aula)



:: I N S C R I Ç Ã O ::


https://forms.gle/o8NTusRaCHRcbGB5A



:: P R O F E S S O R A S ::


VIVIANA RIBEIRO

Doutoranda pelo Programa de Pós Graduação em Direito da PUC-RIO. Mestra em Filosofia pelo Programa de Pós Graduação em Filosofia da Universidade Federal Fluminense (PFI/UFF). Possui graduação em Direito pelo IBMEC. Pesquisadora egressa do Grupo de Estudos Comparados de Literatura e Cultura (GECOMLIC/UFRJ), coordenado pelos prof Dr. Eduardo Coutinho e prof.ª Dra. Monica Amim. Integrante do Grupo de Trabalho Deleuze da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (GT- Deleuze/Anpof). Integrante do Ciclo de Leitura Espinosa, Puc-Rio.


JULIA MYARA

Professora e co-fundadora do IPIA – Comunidade de Pensamento. Também é doutoranda em História da Filosofia Antiga na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestra em Filosofia Antiga na PUC-RIO, graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e professora da Pós-graduação Lato sensu em Filosofia Antiga (CCE, PUC-RIO). Atualmente realiza estudos na área de filosofia antiga e do pensamento de Platão, narrativas de pós-morte e catábases e mitologia com ênfase nas figuras femininas nas narrativas sagradas sumérias, gregas e bíblicas. Desenvolve pesquisa nas áreas de estudo de gênero na antiguidade, religiões, narrativas míticas comparadas e retórica.

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