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Curso online: Introdução a Deleuze e Guattari

Atualizado: Ago 25

O problema material de uma esquizoanálise


Curso Online Introdução a Deleuze e Guattari: O problema material de uma esquizoanálise


【 C U R S O 】


A recepção de O anti-Édipo (1972), primeiro volume de Capitalismo e esquizofrenia, de Deleuze e Guattari, foi marcada negativamente pela impressão de que haveria ali um elogio irresponsável à experimentação do desejo e à loucura. A defesa de uma nova práxis analítica, apoiada nas ideias de “corpo sem órgãos”, “máquinas desejantes”, “processo esquizofrênico”, “linhas de fuga”, “desterritorialização”, entre outras, foi tomada como carregada de efeitos ruinosos, como se os criadores da esquizoanálise ignorassem inteiramente a dimensão dos perigos da experimentação do desejo e induzissem a um espontaneísmo e permissivismo sem limites. No entanto, Deleuze e Guattari sempre contestaram tais alegações e defenderam as propostas teóricas e práticas da esquizoanálise como propostas dotadas, ética e politicamente, de uma “prudência extrema”.


Em Mil platôs (1980), segundo tomo de Capitalismo e esquizofrenia, eles levam às últimas consequências a defesa de uma ética, de uma política e de uma clínica voltadas para a experimentação intensa da vida, chamando atenção para o cuidado que deve ser levado em conta nesses processos de experimentação, advertindo recorrentemente acerca dos perigos que os cercam a todo momento.


Como construir agenciamentos de desejo mais consistentes em vez de esvaziar sua potência revolucionária na pura destruição de um estado de coisas atual? Como, no traçado das linhas de fuga, não recair em velhas territorialidades reacionárias que fazem retornar ainda mais fortes as relações de poder das quais almejava-se sair? Como discernir, nos investimentos de desejo que percorrem o campo social, os vetores fascistizantes e os vetores revolucionários?


O objetivo deste curso é introduzir o tratamento dado pela esquizoanálise de Deleuze e Guattari ao tema dos perigos éticos e políticos da experimentação do desejo, através de uma apresentação dos principais conceitos e propostas práticas que se desenvolvem entre os dois volumes de Capitalismo e esquizofrenia. Relacionando sempre o aspecto ontológico do diagnóstico de Deleuze e Guattari – que toma o desejo como produção e o corpo como realidade intensiva – à aposta prática da dupla em favor da experimentação e da instauração de um novo tipo de critério seletivo ao desejo.



【 E M E N T A 】

Módulo I: O anti-Édipo (1972)


AULA 1 】A recepção de O anti-Édipo e sua tese fundamental: a esquizofrenia como “processo” (diálogo com o marxismo)


AULA 2 】“Corpo sem órgãos” e “máquinas desejantes”: o funcionamento maquínico do inconsciente (diálogo com a psicanálise)


AULA 3 】 Molar e molecular: oscilações do inconsciente


AULA 4 】 As paradas do processo e as tarefas da esquizoanálise


Módulo II: Mil platôs (1980)


AULA 5 】De O anti-Édipo a Mil platôs: das “máquinas desejantes” ao “agenciamento”


AULA 6 】O Corpo sem órgãos e o problema da prudência: os limites do desejo (diálogo com Spinoza)


AULA 7 】Três tipos de linhas e os perigos de cada uma: o caso do fascismo


AULA 8 】 A prova seletiva do desejo ou o problema material de uma esquizoanálise


【 I N S C R I Ç Ã O 】

https://bit.ly/3fbbR9v



【 Q U A N D O 】

Sextas-feiras, dias 10/07; 17/07; 24/07; 31/07; 07/08; 14/08; 21/08; 28/08, das 19h às 22h



【 O N D E 】

Plataforma google meet


【 I N V E S T I M E N T O 】

R$ 640,00, através de boleto ou depósito bancário

R$ 700,00 através de cartão de crédito pelo pagseguro

R$ 90,00 (aula avulsa)


【 P R O F E S S O R 】

Frederico Lemos cursa atualmente doutorado em Filosofia no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal Fluminense (PFI/UFF). Possui mestrado em Filosofia também pelo PFI/UFF e graduação (licenciatura) em Ciências Sociais pela UFF. Atua no grupo de pesquisa Deleuze: variações, intensidades e ressonâncias (DEVIR), do CNPq, e é membro do GT Deleuze, vinculado à Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) e do Círculo Spinoza e a filosofia/ Niterói (UFF).

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