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Curso Online Monogamia e Capitalismo

Atualizado: Mai 17





Qual a relação entre monogamia, propriedade e controle dos corpos das mulheres?

Por que as relações heteromonogâmicas se tornaram o paradigma do modo como nos relacionamos?

Nem sempre foi assim...


【 C U R S O 】


A instauração do modelo familiar monogâmico parece estar diretamente vinculada ao desenvolvimento dos meios de produção e do que chamamos de propriedade privada. Povos antigos que viviam da cultura de coletas e caça de pequenos animais, nômades, muitas vezes se associavam a outros clãs e tribos, no que ficou conhecido como “os casamentos tribais”.


Com o gradual desenvolvimento da agricultura e a sedentarização das comunidades humanas, os vínculos familiares, ainda que mais estruturados, eram mais dinâmicos e a criação das crianças era comunitária - como filhas e filhos da aldeia. Esta é uma Era na qual as mulheres desfrutavam de grande prestígio, pois seu poder, análogo ao poder da natureza, permitiam que a tribo, assim como a terra, frutificassem. Não à toa, percebe-se que as divindades cultuadas por esses povos são frequentemente mulheres, personificadas na figura da Grande Deusa, e análoga a mulher humana.


Na reprodução, por muito tempo, os homens sequer tinham conhecimento sobre sua própria participação na fecundação e a geração de filhos estava associada à vontade da deusa ou aos espíritos da natureza.


No decorrer das inúmeras invasões Indo-Européias nas regiões dos balcãs, povos caçadores, não agricultores, que habitavam regiões mais frias e inóspitas do planeta, migraram violentamente, juntos com seus deuses, para regiões de clima mais ameno. Mas essa migração não foi livre de violência. Seus deuses se tornaram “irmãos” das manifestações da deusa, e posteriormente, “maridos”.


Quando as florestas, rios e bosques, áreas comunais consagradas à deusa foram submetidas a novo senhor, quando o homem apropriou-se do primeiro pedaço de terra e disse 'isto é meu e isto deve ser transmitido para meus descendentes legítimos', ocorreram profundas transformações nos vínculos amorosos e o modelo monogâmico foi instaurado.


Neste curso, discutiremos sobre o vínculo profundo entre propriedade-monogamia e controle dos corpos das mulheres ao longo da história.



【 E M E N T A 】


Aula 1 】 Os casamentos tribais e povos caçadores e coletores; a invasão das tribos indo-europeias e o domínio das sociedades agrícolas.

◆ Professora Julia Myara


Aula 2 】 A Grande Deusa e suas múltiplas formas como expressão do fenômeno político-religioso.

◆ Professora Julia Myara


Aula 3 】 A Antiguidade Clássica e o confinamento da mulher no espaço privado: o amor no mundo clássico.

◆ Professora Julia Myara


Aula 4 】Roma: o novo estatuto da mulher e o direito romano.

◆ Professor Felipe Jardim


Aula 5 】O primeiro milênio romano, seu fim e suas continuidades.

◆ Professor Felipe Jardim


Aula 6 】O segundo grande momento do patriarcado: o adensamento da subordinação da mulher no cristianismo

◆ Professor Felipe Jardim


Aula 7 】Idade Média: E se tivéssemos virado o mundo de cabeça para baixo? A resistência e o ataque às mulheres

◆ Professora Viviana Ribeiro


Aula 8 】O modelo familiar no capitalismo: A família burguesa, o confinamento da mulher no espaço privado, os mitos - esposa, mãe, dona de casa

◆ Professora Viviana Ribeiro


Aula 9 】Para pensar saídas: a experiência do pensamento das Revolucionárias Russas, pós revolução de 1917 - A questão da mulher no pensamento político socialista

◆ Professora Viviana Ribeiro


【 I N S C R I Ç Ã O】

https://bit.ly/33VvD4g


【 Q U A N D O 】

Às quintas-feiras, dias 30/04, 07/05, 14/05, 21/05, 28/05, 04/06, 11/06,18/06 e 25/06 de 18:00 às 20:30.


【 O N D E 】

Plataforma Zoom – Online.


【 I N V E S T I M E N T O 】

R$ 720,00 (depósito ou boleto)

R$ 750,00 (Pagseguro)


【 P R O F E S S O R E S 】


JULIA MYARA


É professora e co-fundadora do IPIA – Comunidade de Pensamento. Também é doutoranda em História da Filosofia Antiga na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestra em Filosofia Antiga na PUC-RIO, graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e professora da Pós-graduação Lato sensu em Filosofia Antiga (CCE, PUC-RIO).

Atualmente realiza estudos na área de mitologia com ênfase nas figuras femininas tais como Helena, Medeia, Antígona, etc. Realiza pesquisa em Filosofia Antiga, com foco no pensamento de Platão e Górgias. Desenvolve, também, pesquisa na área de mitologia grega, estudo de gênero na antiguidade, religiões, narrativas míticas comparadas e retórica greco-romana.


FELIPE JARDIM


É professor do IPIA – Comunidade de Pensamento.É doutor em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da PUC-Rio. É mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da PUC-Rio. Possui graduação em Direito pela PUC-Rio.Atualmente realiza estudos na área de filosofia política, história do direito e história da filosofia, com ênfase no pensamento político dos séculos XVI e XVII, também desenvolvendo pesquisas na área do direito de resistência e formação constitucional brasileira.


VIVIANA RIBEIRO


É professora e co-fundadora do IPIA – Comunidade de Pensamento. Doutoranda pelo Programa de Pós Graduação em Direito da PUC-RIO. Mestra em Filosofia pelo Programa de Pós Graduação em Filosofia da Universidade Federal Fluminense (PFI/UFF). Possui graduação em Direito pelo IBMEC. Pesquisadora egressa do Grupo de Estudos Comparados de Literatura e Cultura (GECOMLIC/UFRJ), coordenado pelos prof Dr. Eduardo Coutinho e prof.ª Dra. Monica Amim. Integrante do Grupo de Trabalho Deleuze da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (GT- Deleuze/Anpof).

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