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Democracia e samba na formação urbana brasileira (módulo 1 - Rio de Janeiro)

Atualizado: Abr 1




:: Democracia e samba na formação urbana brasileira (módulo 1 - Rio) ::


“Laurindo sobe o morro gritando”: “é o progresso, e o progresso é natural”, “vai fazer dessa cidade uma linda capital”, mas “minha cabocla, a favela vai abaixo” “o progresso é necessário, mas, seu doutor, tenha pena do operário”.

”Chora doutor, chora! Eu sei que o medo de ficar pobre lhe apavora” porque “sapato de pobre é tamanco, almoço de pobre é café” e “Zé Marmita, barriga cheia, esquece a vida num bate-bola de meia”.

“Eu sempre ‘iscuitei’ falar: que o ‘pogréssio’ vem do ‘trabaio’. Então amanhã cedo ‘nóis’ vai trabalhar. Quanto tempo ‘nóis perdeu' na boemia”.... “se você jurar que me tem, amor, eu posso me regenerar”. “Quem trabalha é que tem razão. Eu digo e não tenho medo de errar. O bonde São Januário, leva mais um sócio otário, só eu não vou trabalhar”.


O curso SAMBA E DEMOCRACIA NA FORMAÇÃO URBANA BRASILEIRA (MÓDULO I — RIO DE JANEIRO) tratará de conectar as transformações urbanas de nossas cidades à musica que se fez enquanto eram impostas as reformas modernizantes, sob as linhas-diretrizes do capital. A cidade será pensada como polo ativo e como porção visível da História, lugar de fricção entre o quotidiano da rua e a intervenção do Estado. Pensar a cidade como organismo vivo — que atua e reage a estímulos —, ouvir a música que ela exprime, é compreender as forças que dão feição à vivência urbana.

Neste primeiro módulo vamos percorrer, pela música, as transformações na cidade do Rio de Janeiro em seu trajeto mutante de ex-capital imperial para sede da República, “lendo e ouvindo” a cidade como ente orgânico nos projetos de “modernização nacional”.



:: E M E N T A ::


1) Qual o sentido da cidade? Polis X Demos

Apresentação do curso e do problema fundamental a ser enfrentado.


O PALCO

2) Transformações urbanas: a cidade como porção visível dos movimentos do Estado

A Velha República e a Paris dos Trópicos: do Bota abaixo e da cidade saneada aos cavalos no Obelisco.


PERSONAGENS

3) Reformas e personagens do Estado Novo

Núcleo I — A Praça, a Avenida e a Favela: o boêmio, o trabalhador e o rato

Núcleo II — Osvaldo Cruz, seu Agache e Getúlio


A TRAMA

4) A música como forma urbana da luta de classes

Arte e resistência.



:: B Ô N U S ::


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:: Q U A N D O ::


Terças-feiras, de 19/01 a 09/02. Das 18h às 21h.



:: O N D E ::


Plataforma online.



:: I N V E S T I M E N T O ::


- Boleto / transferência: R$ 530,00

Pagamento até 31 de dez: R$ 424,00


- Cartão de crédito: R$ 560,00 (via PagSeguro)

Pagamento até 31 de dez: R$ 448,00



:: I N S C R I Ç Ã O ::

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:: P R O F E S S O R E S ::


ÁLVARO LAZZAROTTO é professor do IPIA, doutorando em Filosofia pela USP. É Mestre em Filosofia pela PUC-Rio e graduado em Comunicação pela UFRJ. Dedica-se, atualmente, ao estudo da formação política e social brasileira, a estudos na área de filosofia política e às filosofias de Hobbes, Spinoza e Marx.


FELIPE JARDIM é professor do IPIA – Comunidade de Pensamento. É Mestre e Doutor em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da PUC-Rio. Possui graduação em Direito pela PUC-Rio. Atualmente realiza estudos na área de filosofia política, história do direito e história da filosofia, com ênfase no pensamento político dos séculos XVI e XVII, também desenvolvendo pesquisas na área do direito de resistência e formação constitucional brasileira.


IVO VENEROTTI é professor e cofundador do IPIA. Doutor em geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista em Políticas Territoriais no Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Possui graduação em História também pela UERJ. Atualmente realiza estudos nas áreas de geografia humanista, educação, patrimônio, geografia com arte, geografia e filosofia moderna e contemporânea.

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