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Monumentos, memória e atos de rasura – políticas de paisagem




:: E M E N T A ::


Cristóvão Colombo sem cabeça no parque Byrd, em Boston — Foto_Reuters_Brian Snyder
Colombo sem cabeça. Foto: Brian Snyder/Reuters.

“Cortem a cabeça das estátuas de Colombo!” – há quem diga que se pôde ouvir em Boston, nos Estados Unidos, em 2020, em meio aos protestos seguidos ao assassinato de George Floyd. A imagem da investida contra a homenagem dedicada ao navegador genovês muito tem a nos dizer (e não estamos falando apenas do significado de guilhotinas para a História...). Decapitar Colombo não é um ato contra o ícone em si. Assim como o explorador, outras esculturas seguem sendo questionadas – e atacadas. A legítima contestação é, na verdade, contra as causas que produzem o que essas estátuas expressam: o patriarcado, o colonialismo, o capitalismo.


As estátuas, junto com memoriais, templos e obeliscos, compõem o que se entende por monumentos, frequentemente sinônimos de patrimônio histórico, cultural e artístico. O curso busca pensá-los no contexto das políticas de paisagem. A intenção não é tratar de políticas públicas que visam a proteção, gestão e valorização de paisagens. Mas abordar os monumentos para além de objetos estéticos, dotados de sentido político, inseridos no âmbito da conformação de paisagens, seja pelo Estado ou por grupos sociais.


A partir de exemplos em várias partes do globo, vamos estudar como as paisagens se constituem para afirmar uma identidade nacional. Como os memoriais são tensionados entre a necessidade de lembrar e a vontade de esquecer: a geografia das lembranças e dos esquecimentos. Estamos falando de genocídios, crimes ambientais, crimes de guerra contra as mulheres, conflitos raciais e de classe. Se em decorrência de cada atrocidade se constrói um monumento, também contra elas se erguem outros. E, se a resistência se desdobra em construção, apropriação e ressignificação de monumentos, também pode ser vista em sua destruição e em diferentes atos de rasura.



:: C R O N O G R A M A ::


[02/06] Aula 1 - Percepção da paisagem e o problema político.

Aula com a participação da professora Viviana Ribeiro.

Políticas de paisagem. O embrutecimento da percepção e a organização das sociedades autoritárias.


[09/06] Aula 2 - Monumentos e formação nacional.

A constituição de paisagens na busca por afirmar a identidade nacional. O aspecto político dos templos.


[16/06] Aula 3 - Lugares de memória: identidade, contestação e ressignificação.

A geografia das lembranças e dos esquecimentos.


[23/06] Aula 4 - A guerra, os mortos e os vivos.

Sociedades que não podem esquecer. O desejo do luto. O esforço para não lembrar.


[30/06] Aula 5 - Estátuas, memória e política.

Quando o passado insiste no presente. Conflitos raciais e de classe. Destruição. Atos de rasura. Resistência.



:: Q U A N D O ::


Quartas

02/06, 09/06, 16/06, 23/06, 30/06

Das 19:00h às 22:00h

5 encontros

Carga horária: 15 horas



:: O N D E ::

Plataforma online. As aulas são síncronas (ou seja, acontecem ao vivo em sala de aula virtual) e gravadas para aquelas/es que não possam estar presente no momento dos encontros.



:: I N V E S T I M E N T O ::


- Boleto / transferência

R$ 480


- Cartão de crédito

R$ 520


Professores da rede básica de ensino e estudantes de graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) têm 20% de desconto.



:: I N S C R I Ç Ã O ::


As inscrições serão abertas no dia 24/05.


Enquanto isso, preparamos um minicurso GRATUITO para vocês!

Inscrições: http://bit.ly/minicursopaisagensemdisputa



:: P R O F E S S O R ::


IVO VENEROTTI é professor e cofundador do IPIA.

Doutor em geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista em Políticas Territoriais no Estado do Rio de Janeiro e graduado em História pela mesma instituição. Pesquisa e atua nos seguintes temas: educação, patrimônio, estudos urbanos, explorando o encontro da geografia com a arte e com a filosofia de Espinosa e de Deleuze e Guattari. Integrante dos seguintes grupos de pesquisa: Polis e Mnemosine – cidade, memória e educação (UEMG); Núcleo de Pesquisa em Geografia Humanista (UFMG); Geografia Humanista Cultural (UFF).



:: OUTRAS INFORMAÇÕES ::

- O curso possui material de apoio.

- Ao final do curso, as(os) alunas(os) com frequência mínima de 75%, seja síncrona ou assincronamente, receberão o devido certificado.

- O acesso às aulas gravadas ficará disponível até 31/08/2021 (60 dias após o término do curso).

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