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Práticas Filosóficas – “Exercícios Espirituais e Filosofia Antiga” [módulo 2]

Atualizado: Ago 25





:: Práticas Filosóficas – “Exercícios Espirituais e Filosofia Antiga” [MÓDULO 2: SÓCRATES] ::

Práticas Filosóficas – “Exercícios Espirituais e Filosofia Antiga” é um grupo de estudos GRATUITO e aberto a todos, que gira em torno da obra de mesmo nome, de Pierre Hadot. Com a força das suas palavras, Hadot nos lembra que a filosofia, na Antiguidade, era inseparável de uma prática, ou seja, era um modo de vida. As diferentes escolas ou correntes filosóficas que surgiram a partir do legado Socrático (Platônicos, Estoicos, Cínicos e etc.) compartilhavam uma concepção geral da Filosofia marcada por um aspecto fundamentalmente prático, que visava fazer concordarem o discurso e o pensamento filosóficos com as atividades cotidianas e, em última análise, com a própria vida.

Nesse segundo módulo do Grupo de Estudos, iremos nos dedicar à figura de Sócrates. Buscaremos entender como exatamente ele encarnava a prática da filosofia em seu modo de vida. Sócrates é o exemplo concreto de um homem que persegue a sabedoria. O intermédio entre um ideal transcendente e a “realidade humana concreta”.

Passaremos pelo estudo do paradoxo da figura de Sócrates, que nunca se apresenta como professor e sábio e, não obstante, conduz o interlocutor por meio do diálogo a uma busca pelo “verdadeiro” e “essencial” das coisas. Aquele que introduziu temas humanos e, ao mesmo tempo, age com força sobre-humana no domínio de si e das paixões mais comezinhas. A ironia socrática é um convite à angustiante tarefa de reconhecer que as crenças mais fundamentais sobre “justiça”, “beleza” e “coragem” são, no mínimo, problemáticas.

Essa figura, que despertou leituras tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas como o “ódio amoroso” de Nietzsche e a “única analogia” de Kierkergaard, produziu uma influência imensurável em todo pensamento humano. Como grande modelo de “atleta” do exercício espiritual, constitui um ponto central na obra de Hadot.

O objetivo do Grupo de Estudos é promover uma introdução geral à Filosofia Antiga. Não há requisito de formação prévia. O segundo módulo constitui uma continuação natural em relação ao primeiro, porém é dele independente. A inscrição é livre e aberta a todos os interessados.

:: P R O G R A M A ::

Encontro 1 】 Apresentação do programa. Apresentação da Filosofia como modo de vida na Antiguidade. O paradoxo do Sócrates como sileno.

Encontro 2 】 O método socrático de diálogo. A ironia e o deslocamento angustiante do interlocutor. O mistério “sedutor” de Sócrates.

Encontro 3 e 4 】 O “ódio amoroso” de Nietzsche por Sócrates. O Sócrates de Kierkergaard.

Encontro 5 e 6 】 A Erótica socrática. Sócrates como o primeiro “indivíduo” da história. A ambiguidade de Nietzsche em relação à morte de Sócrates.

:: Q U A N D O ::

Às terças-feiras, de 15:00 às 17:00, a partir do dia 18 de agosto.

:: O N D E ::

Plataforma online

:: I N S C R I Ç Ã O ::

https://forms.gle/zyCp9akTmututVwW7

:: P R O F E S S O R E S ::

FRANCISCO DA ALEXANDRIA possui graduação em Filosofia pela UNIRIO. É mestrando em Filosofia pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFF na linha de Conhecimento e Linguagem. Atualmente realiza pesquisa em História da Filosofia Moderna em especial no pensamento de Hume e Kant e na questão da subjetividade e do surgimento da noção de indivíduo.

JULIA MYARA é professora e co-fundadora do IPIA – Comunidade de Pensamento. Também é doutoranda em História da Filosofia Antiga na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestra em Filosofia Antiga na PUC-RIO, graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e professora da Pós-graduação Lato sensu em Filosofia Antiga (CCE, PUC-RIO). Atualmente realiza estudos na área de filosofia antiga e do pensamento de Platão, narrativas de pós-morte, catábases e mitologia com ênfase nas figuras femininas nas narrativas sagradas sumérias, gregas e bíblicas. Desenvolve pesquisa nas áreas de estudo de gênero na antiguidade, religiões, narrativas míticas comparadas e retórica.

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